19 de junho de 2013
Se antes era Ronaldinho Gaúcho que estava cobrando na justiça R$ 40 milhões ao rubro-negro, agora a coisa se inverte. Ontem, a diretoria declarou que também acionou o jogador na 9ª Vara do Trabalho, pedindo o mesmo valor. De acordo com o vice-presidente jurídico Rafael de Piro, a ação é baseada em danos morais que o atleta causou ao clube.
Para Rafael, a imagem do Flamengo foi denigrida com as excessivas badalações do jogador na noite carioca, além de faltas e atrasos nos treinos, fora o comprometimento dentro de campo, o que influenciou nas desclassificações no Campeonato Carioca e na Taça Libertadores. Segundo Rafael, o Flamengo se prepara para atirar a primeira ‘bala de canhão’ contra o atleta, que atualmente defende o Atlético-MG.
“De fato, essa é a primeira parte da bala de canhão. Não posso entrar em detalhes, mas temos provas capazes para ganhar essa ação. Pedimos indenização de R$ 40 milhões por uma série de prejuízos à imagem do clube. A ação já foi distribuída na Justiça e estamos confiantes na vitória, senão não nos arriscaríamos assim”, encerrou o dirigente.
Defesa - Os advogados de Ronaldinho Gaúcho já esperavam uma ação desse tipo por parte do clube, porém desaprovam o valor manifestado. Para o advogado Aldo Giovani, responsável por defender o craque, ao lado da advogada Gislaine Nunes, “o Flamengo, por ser um dos maiores clubes do país, teria que ter vergonha por se prestar a esse papel”. Ele classificou a atitude do clube como absurda.
“O que a diretoria do clube está fazendo é uma tremenda irresponsabilidade. Em primeiro lugar, o contrato não foi rompido pelo Ronaldo. Ele deixou de receber por três meses e exerceu o seu direito na Justiça, como estava escrito e assinado no vínculo com o Flamengo. Em seguida, como podem cobrar danos morais do jogador. Quem vem prejudicando ele é o Flamengo”, frisou.
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