25 de Maio de 2013

Polícia
Enviado por Celso Brito e Marcelo Almeida 3/7/2012 23:17:59

Saudade, impunidade e revolta em São Gonçalo

Um ano após o assassinato do estudante Victor Hugo da Silva Braga, de 15 anos, os dois acusados do crime, identificados pela polícia como Luis Claúdio de Almeida Fernandes, o Gadernal ou Russinho, e Deivid da Silva Oliveira, o Leleco, 24 anos, continuam impunes e foragidos da Justiça.
Victor foi morto com um tiro na cabeça, na noite do dia 4 de julho de 2011, no portão da casa onde morava, na Rua Silvério Leal, no Raul Veiga, em São Gonçalo. A impunidade e a falta de ‘empenho’ da polícia têm sido motivos de revolta da família. O menino, que sonhava se tornar policial federal para combater o comércio de drogas, acabou sendo vítima de criminosos.

Crime - Na ocasião, além de Victor, um rapaz de 18 anos, que passava com a namorada e dois amigos, acabou baleado na boca. As duas vítimas foram levadas para o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, mas Victor não resistiu aos ferimentos. Começava aí o drama de toda a família do estudante, filho da jornalista Eloísa Leandro. Ela acredita que Victor foi assassinado por engano.

Um ano após a morte do filho, a jornalista continua esperando que a Justiça seja feita, mas vive acuada por saber que os assassinos de Victor Hugo estão soltos e circulando livremente por São Gonçalo. Os autores do disparo que matou o estudante foram identificados e tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça a pedido do delegado Jorge Luiz Veloso, titular da 74ª DP (Alcântara).

No despacho, o juiz Alexandre Oliveira Camacho de Franca, da 4ª Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo, declarou que a prisão dos suspeitos se fazia necessária para garantir a ordem pública, já que os criminosos são considerados de alta periculosidade. No entanto, passado um ano, os acusados permanecem foragidos, apesar de terem supostamente tentado intimidar a família, conforme, acreditam as vítimas.

Parentes de Victor Hugo contaram à polícia que dias após o assassinato, ocupantes de um carro prata - que pode ter sido usado no dia do crime - estariam rondando a residência da família, no bairro Raul Veiga. A placa do veículo foi anotada e a polícia levantou que a mesma era falsa. Um homem teria sido detido e levado para a delegacia, mas foi liberado porque os investigadores não encontraram provas que o incriminassem.

Protesto - Um mês após o assassinato do estudante, os familiares decidiram fazer protestos com o objetivo de pressionar as investigações. O objetivo era chamar a atenção da opinião pública para as constantes mortes de inocentes, vítimas da violência. Na ocasião, a mãe de Victor Hugo, disse que o ato não era para cobrar apenas da polícia, mas para conscientizar a sociedade para que denuncie. “Isso não pode continuar acontecendo. Os criminosos não podem ficar impunes”, disse, na ocasião, a jornalista Eloísa Leandro.

Quem tiver informações que levem a prisão dos suspeitos pode entrar em contato com o Disque Denúncia (21) 2253-1177. O anonimato é garantido.

'Não havia motivo para matarem meu filho'

A jornalista Eloísa Leandro disse que se sente indignada com a demora na solução do caso.
“Meu filho era um menino tranquilo e cheio de sonhos. Ficava dizendo que ia ser policial federal para acabar com os traficantes e acabou sendo morto por um. Eu lembro que ele saiu com um amigo para comprar um lanche, perto de casa, e, na volta, os dois deram de frente com os assassinos, que foram ao bairro para matar um homem que teria mexido com a mulher de um deles. Como ele conseguiu fugir, eles ficaram revoltados e mataram meu filho. No registro de ocorrência e no próprio processo da Justiça consta que não havia motivo para matarem o meu filho. Hoje faz um ano e ainda não temos a conclusão do caso. Os autores já foram identificados. Por que não são presos? Os dois sempre são vistos em São Gonçalo. Um deles entrou com uma petição, recentemente, pedindo a revogação de seu mandado de prisão. Por que não vão até lá prendê-lo? Estamos insatisfeitos com o trabalho da polícia, tudo o que queremos agora é Justiça”, disse a mãe.





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