Estado do Rio tem aumento de 300% nos casos de dengue
Número de pacientes com chikungunya no estado também cresceu 24%, enquanto os casos de zika reduziram em 56,8%
Os casos de dengue no Rio tiveram um aumento de 300% neste ano, segundo um levantamento da Secretaria de Estado de Saúde (SES). De janeiro a outubro de 2022, foram notificados 10.471 casos e 14 mortes pela doença. No mesmo período no ano passado, foram 2.613 notificações e 4 mortes.
De acordo com o secretário Alexandre Chieppe, atualmente, a maior circulação no estado é dos sorotipos 1 e 2. O mais predominante é o segundo, o DENV-2, que não circulava no Rio de janeiro desde 2008.
Os dados da pesquisa também apontaram o crescimento de 24% no registro de pacientes com chikungunya este ano. Segundo os registros no Sistema de Informação de Agravos de Notificação, em 2022, o Rio teve 611 casos e nenhum óbito pela doença. Em 2021, também não houve mortes, mas o número de casos foi menor: 492.
Dentre as arboviroses urbanas transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, somente a zika apresentou redução. Os casos caíram 56,8% em comparação com o ano passado. Não houve registros da doença na cidade do Rio em 2022.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), desde o início de 2022 foram realizadas mais 7,3 milhões de vistorias em imóveis para controle e prevenção de possíveis focos do Aedes aegypti.
Para tentar conter o aumento dos casos, a Secretaria Estadual de Saúde criou um plano de contingência, que tem como principais objetivos o monitoramento da circulação viral da arboviroses em todas as regiões do estado, a identificação das áreas de maior risco, a promoção permanente de mobilização social, a qualificação da assistência para atendimento aos pacientes, a detecção precoce dos casos e a organização da rede assistencial para acompanhamento dos casos na fase crônica.
A pasta afirmou também que realiza ações educativas para orientar a população sobre as medidas para a prevenção das doenças.