Dia Mundial do Autismo: Mães relatam desafios e a importância da conscientização
Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu a data comemorativa em 2007

Nesta quarta-feira (2), celebra-se o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, uma data estabelecida em 2007 pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de aumentar a compreensão sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e combater o preconceito. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 70 milhões de pessoas no mundo têm esse diagnóstico.
O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento que impacta a comunicação, socialização e comportamento. No Brasil, muitas mães atípicas enfrentam desafios diários que nem sempre são compreendidos pela sociedade. Para dar visibilidade a essas vivências, O SÃO GONÇALO conversou com algumas dessas mulheres.

Josileine Gonçalves, mãe de Caio, de 12 anos (autista nível 3), e Yan, de 7 anos (autista nível 1), compartilhou sua experiência:
"Falar sobre nossa vivência é falar de um turbilhão de desafios diários. Tenho filhos com dois níveis diferentes de autismo. O Caio tem dificuldades como fala limitada e uma rotina fixa que não pode ser quebrada. Já o Yan, que teve atraso na fala, hoje se comunica normalmente, mas enfrenta outros desafios, como hiperfoco e ansiedade elevada. O maior problema é que a sociedade ainda não está preparada para receber essas crianças."

Cleia Nascimento, mãe de Guilherme, de 10 anos, também desabafou sobre os desafios cotidianos:
"Ser mãe atípica é estar em estado de alerta o tempo todo. As crises de ansiedade e as dificuldades de comunicação exigem da gente uma atenção constante. Quem não passa por isso, não entende a intensidade da nossa rotina."

Já Elisangela Habitar, mãe de Francisco Leonardo, de 29 anos (autista e cadeirante), ressaltou o processo de aceitação:
"O primeiro desafio da mãe atípica é aceitar que seu filho não é igual às outras crianças. Passamos por uma fase de luto antes de aprender a lutar pelos direitos deles. O Dia do Autismo existe para conscientizar a sociedade, pois ainda há muita desinformação e preconceito."
Todas as mães entrevistadas enfatizaram a relevância de datas como o 2 de abril, mas destacaram que para as famílias atípicas, a conscientização é uma luta diária. O respeito, a empatia e o acesso a informações são essenciais para melhorar a qualidade de vida das crianças autistas e suas famílias. O autismo não tem cura, mas o preconceito pode ser eliminado com conhecimento.
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*Sob supervisão de Cyntia Fonseca