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Policiais da Força Nacional são baleados na Zona norte do Rio

Os agentes de segurança entraram por engano na comunidade e os traficantes reagiram resultando em troca de tiros

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 23 de julho de 2024 - 14:36
Momento em que os agentes da Força Nacional foram atacados
Momento em que os agentes da Força Nacional foram atacados -

Policiais da equipe da Força Nacional que passavam pela comunidade de Vigário Geral, na Zona Norte do Rio, foram atacados a tiros na noite dessa segunda-feira (22). No momento do confronto, um agente de segurança foi baleado na cabeça e um segundo atingido por estilhaços de vidro. As vítimas pediram apoio à Polícia Rodoviária Federal (PRF) que localizaram e retiraram os policiais da localidade. Segundo divulgado no portal CNN, o Ministério da Justiça informou que o policial baleado na cabeça está bem e que o tiro foi de raspão. 


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Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, os agentes deram entrada no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, na noite de ontem, sendo que um deles já havia recebido alta e o outro mantinha o estado de saúde estável.  As primeiras informações indicam que a equipe da Força Nacional entrou por engano em uma comunidade dominada pela facção Terceiro Comando Puro (TCP).

De acordo com a Supervia, por causa do confronto, as estações Penha Circular, Brás de Pina, Cordovil, Parada de Lucas e Vigário Geral, estão fechadas para embarque e desembarque. Além disso, a circulação do ramal de Saracuruna está sendo realizada nas estações Central do Brasil - Penha e Duque de Caxias.

A vinda da Força Nacional para o Rio de Janeiro foi anunciada em outubro do ano passado e o então Ministro da Justiça, Flávio Dino, comunicou que os agentes não poderiam patrulhar ou participar de operações em comunidades. O objetivo dos agentes da Força Nacional seria apenas de apoio para as Policiais Federal e Rodoviária Federal, nas rodovias nacionais, portos e aeroportos.

A medida tem como justificativa evitar que os policiais que não conhecem a realidade do Rio de Janeiro se coloquem em risco, e também de evitar que as Polícias Militar e Civil perdessem sua autonomia no território do Rio.

Outros casos:

Essa não é a primeira vez que agentes de segurança, sem o conhecimento da realidade das comunidades do Rio de Janeiro, entram em localidades comandadas por facções criminosas. No ano passado, dois agentes da Força Nacional estavam com uma viatura e de forma errônea entraram na Rua Fernando Lobo, situada em Guadalupe, nas proximidades da Comunidade do Chapadão, na Zona Norte do Rio. Os policiais foram abordados por traficantes do local, tiveram suas armas levadas e depois foram roubadas. De acordo com a Polícia Militar, agentes do 41ºBPM (Irajá), realizaram uma operação emergencial para resgatar as duas pistolas e os quatro carregadores que estavam com os policiais. Na época, os policiais encontraram os equipamentos abandonados em um terreno. A 39ªDP, Pavuna, foi a responsável pelo registro do caso.

O outro caso, aconteceu em 2016, quando dois integrantes foram atingidos no momento que entravam também por engano, na comunidade da Vila do João, localizada no Complexo da Maré. Os agentes utilizavam um aplicativo de celular durante o trajeto, e erraram o caminho, quando perceberam tentaram retornar a Avenida Brasil, que fica nas proximidades da comunidade, mas foram alvos de disparos, segundo informações da Polícia Civil.

Um dos agentes, o soldado Hélio Vieira, de Roraima, foi baleado na cabeça e operado no Salgado Filho, no Méier. O segundo ferido foi o capitão Allen, vindo do Acre, e foi atingido de raspão no rosto, mas foi socorrido e ficou bem. Já os outros feridos foram atingidos por estilhaços de vidros.

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