Família se despede de gonçalense encontrada morta em Itaguaí; Polícia não descarta nenhuma hipótese
Moradora do Laranjal, nutricionista saiu para trabalhar e foi encontrada morta horas depois, atingida por pelo menos cinco disparos

A Polícia Civil ainda não descartou nenhuma linha de investigação no caso da nutricionista e moradora de São Gonçalo, Andréia Cabral Monteiro, de 54 anos, executada a tiros em Itaguaí, na Baixada Fluminense, na última segunda-feira (31). O corpo da vítima foi encontrado na Estrada do Brisamar e o sepultamento aconteceu na tarde desta terça-feira (01), no Cemitério Parque da Paz, no Pacheco, em São Gonçalo. Dezenas de amigos e familiares se reuniram para se despedir e prestar as últimas homenagens à Andréia, que morava no bairro Laranjal, e deixa dois filhos.
A alegria e o gosto pela vida foram a principais marcas que ela deixou na memória dos amigos, segundo os relatos dos presentes no velório. O filho mais velho de Andreia, Felipe Charret, destacou o legado positivo deixado pela mãe. “Ela vivia a vida intensamente. Infelizmente, foi tirada de nós de uma forma trágica, mas só temos coisas boas a dizer da minha mãe. Ela deixa um legado de felicidade, de vontade. Sempre deixou um ensinamentos para a gente..que tem que viver com intensidade, tesão de viver! Foi uma mãe incrível; carinhosa, atenciosa, queria os filhos perto. Deixa muita saudade”, contou o filho.

Segundo o irmão da vítima, que preferiu não ser identificado, o último contato com Andréia aconteceu no domingo (30). Ela estava há dois anos em un relacionamento com um morador de Itaguaí e costumava passar alguns finais de semana com ele. “Ela saiu na sexta-feira para trabalhar e já levou roupas para passar o fim de semana com o namorado. Foi conhecer a Ilha da Madeira, que não conhecia, postou fotos… No domingo, ela avisou ao meu pai que não ia voltar no domingo. A gente sempre trocava mensagem, ela respondia rápido. Segunda de manhã, eu mandei uma mensagem para ela e ela não respondeu mais”, contou o irmão.
De acordo com relatos de pessoas próximas a ela, na segunda (31), imagens de uma outra mulher seminua e com ferimentos apareceram nos “status” compartilhados pelo perfil de Andreia no aplicativo WhatsApp. A familia não sabe quem era a mulher das fotos. Algumas horas depois, eles receberam a informação de que ela havia sido encontrada morta em Itaguaí.

Andreia trabalhava em Ramos, na Zona Norte do Rio. O veículo que ela usava para ir ao trabalho foi roubado junto de pertences da vítima e ainda não havia sido localizado até a tarde dessa terça (01).
“A Polícia não descarta nenhuma hipótese. A gente não sabe. Ela nunca relatou nenhuma desavença com outras pessoas, nunca reclamou de maus tratos ou de problemas no relacionamento. Não sabemos o que aconteceu, infelizmente”, lamentou o irmão da vítima, bastante comovido.
Agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) estão investigando o crime e realizam diligências na região para apurar mais detalhes sobre as circunstâncias do caso.